domingo, 23 de fevereiro de 2014

Verdades e mitos sobre os Pit Bulls!

Boa noite família Toro de Calle! O post de hoje é bem pessoal, mas acho que muitos de vocês irão se identificar. Ao me levantar nessa manhã de domingo me deparei com meus chinelos virados e lembrei de quando minha mãe falava que: "Deixar o chinelo virado faz mal!" Algumas mães afirmavam ainda que elas próprias iriam sofrer a consequências. Outra bem famosa é que abrir guarda-chuva dentro de casa faz mal. Então, lembrando de tudo isso acabei mergulhando no passado e lembrando que os Pit Bulls também possuíam suas próprias lendas urbanas, ou como queiram chamar. 
Vamos listar algumas das mais diversas curiosidades e lendas que rodeiam a raça:

1º- Os Pit Bulls foram criados em laboratório.
Mito. Para iniciar essa resposta vale lembrar que o termo Pit Bull é a abreviação do nome da raça que é American Pit Bull Terrier  e suas derivações. Esta raça foi desenvolvida a partir de cruzamentos entre antigos Bulldogs e um extinto Terrier inglês. Então não houve uma porção mágica ou alta tecnologia em prol da genética, até por que estamos falando do início do século XIX.

2º- Pit Bull é a raça mais temperamental do mundo.
Mito. Apesar da sua origem ser de cães de combate, existem outras raças que são mais temperamentais e imprevisíveis que o Pit Bull. Exemplo: Akita, Chow-Chow e outras.

3º- Pit Bulls são bons com crianças.
Verdade. Os Pit Bulls estão entre as cinco raças mais estáveis, pacientes e tolerante com crianças. Não é difícil ver imagens de Pit Bulls com crianças na internet. Importante lembrar que os American Bullies que descende dos Pit Bulls foram apelidados de cães babás.

4º- Todo Pit Bull é agressivo com outros animais.
Mito. Todo cão deve ser sociável e este trabalho deve ser desenvolvido pelo seu dono. Logan por exemplo cresceu junto com aves e outros cães e nunca demonstrou qual quer tipo de agressividade com eles. 

5º- Pit Bulls que realizam conchectomia (operação de corte de orelha) ficam agressivos.
Mito. Essa operação tem caráter estético e não possui qualquer relação com agressividade do animal.

6º- Pit Bulls red nose são mais agressivos.
Mito. Não há qualquer relação da cor da trufa (focinho) com agressividade dos cães.

7º- Alimentar Pit Bulls com carne crua os deixa mais agressivo. 
Mito. Alimento natural não provoca nenhuma mudança no comportamento do cão.

8º- Pit Bulls podem viver em apartamentos.
Verdade. Apesar de ser um cão que requer uma boa carga de atividade física maior que os Bullies, ambos podem viver perfeitamente em apartamentos.

9º- Quando um Pit Bull morde ele trava a mandíbula e não abrem mais.
Mito.  A mandíbula de um Pit Bull é igual à de qualquer outro cão. A diferença é a força que eles possuem na mandíbula e isso faz toda a diferença. 

10º- Os Pit Bulls são cães de fácil aprendizado.
Verdade. São cães muito inteligentes, sua devoção ao dono facilita seu poder de concentração .

Bom, assim como as baboseiras que ouvimos quando criança a respeito dos chinelos, a falta de conhecimento sobre esses cães junto com o sensacionalismo criado ao seu redor faz com que muitas lendas surjam a respeito deles.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A origem do American Bully.

Fala aí família! Tudo tranquilo? Espero que sim! Em primeiro lugar quero esclarecer nossa ausência no domingo passado. Infelizmente estamos tendo problemas com nossa internet e por esse motivo não pudemos realizar alguns posts em nossas redes durante essa última semana, mas já estamos solucionando este problema. 
Algumas pessoas estão enviando sugestões de temas para que possamos escrever em nosso blog. Esta semana iremos atender a um deles e o tema escolhido é o surgimento dos American Bullies. De onde eles vieram, como foi o processo de formação da raça e muitas outras dúvidas com relação a sua origem.
É importante saber que a história do American Bully se confunde com o surgimento da linha de sangue Razor’s Edge, pois foram esses cães os primeiros a serem denominados American Bully.  E como eles surgiram, por que foram criados? Bom, tudo aconteceu no inicio dos anos 80 quando Dave Wilson um apaixonado por Pit Bulls deu início à criação de game dogs, nesse período estudou tudo sobre Pit Bulls, participou de um pitclube e possuía alguns pits. Até que decidiu levar a coisa a um outro nível e adquiriu junto com um amigo um pit com boa linha de sangue e se aprofundou no assunto, visitou criações, conheceu cães, estudou pedigrees e passou a adquirir cães para chegar ao seu objetivo um cão compacto e robusto, para isso também foram inseridos American Staffordshires ao plantel.
Dave Wilson - Fundador ABKC e Razor's Edge.
Dave Wilson mergulhou fundo na busca por um cão com uma cabeça bem desenhada, masseter protuberante e ossadura forte, tudo isso mantendo linhas bem definidas. E depois de muitos erros e acertos, visitas a outros criadores, estudos sobre genética em meados dos anos 90 os cães Razor’s Edge já possuíam um fenótipo próprio e bem diferentes dos primeiro game dogs utilizados.
Nas competições sobre a raça (ainda era pit) seu fenótipo chamava atenção e os fãs passaram a chamar esses cães de Bully, pois tratava de um autêntico valentão. Toda essa fama e atenção dedicada a esses cães passaram a causar ciúmes nos criadores que seguiam linhas mais tradicionais e com isso os Bullies (ainda possuíam registro de American Pit Bull Terrier ou American Staffordshire) passaram a ser boicotados por estes criadores.
Cansado de toda essa palhaçada Dave Wilson resolveu criar a ABKC (American Bully Kennel Club) em 2004 e registrar os antigos Pit Bulls e Amstaffs com características Bullies como uma nova raça a desde então denominada American Bully.
Bom, essa é a história bem resumida, foi escrita de forma simples e bem objetiva bem diferente de toda a trajetória percorrida pelos idealizadores da raça até sua consolidação. Até hoje ela está em constante evolução e muitos rumores sobre inserção de outras raças ainda rodeiam a história do seu surgimento, mas o que é perceptível é que os Razor’s Edge foram provenientes a um intenso trabalho de seleção entre APBT e AST. 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Cuidados com a mamãe!

Olá galera! Hoje vamos falar um pouco sobre os cuidados que temos com as nossas matrizes na época da gestação dos seus filhotes.  
Depois de 30 dias após a cruza entre os cães e observarmos algumas mudanças na cadela como: aumento de apetite e aumento de sono durante o dia realizamos uma ultra-sonografia para confirmar a prenhez. Esse exame nos auxilia a saber o tempo gestacional da cadela e se está tudo ok com cada filhote. Quando confirmada já começamos com um tratamento diferenciado. Separamos a cadela (assim que completa 30 dias de gestação) caso ela esteja com algum outro cão, dessa forma ela ficará sossegada e assim irá desenvolver normalmente seus filhotes sem risco. Importante deixa-la em local tranquilo, arejado, limpo e que ela conheça. Durante esse período não inserimos nenhum tipo de medicação, pois podem prejudicar os fetos e aconselhamos sempre vermifugar a cadela antes de entrar no cio.
A alimentação também muda, aumentamos a quantidade de ração (Super Premium) onde praticamente deixamos à vontade junto com água fresca durante todo o dia. Temos cuidado durante o banho e evitamos dar banho na reta final da gestação, pois caso ela caia e bata com a barriga no chão, por exemplo, poderá causar algum problema com os filhotes. Enquanto temos esses cuidados sempre monitoramos o tempo da gestação e se está tudo bem com os filhotes através da ultra-sonografia. Na última semana de gestação (aproximadamente por volta dos 55 dias) a barriga da cadela fica bem evidente, as tetas já começam a ficar bem inchadas e ela já começa a ficar mais cansada, pois justamente nessa época os filhotes começam a mexer. Nos últimos dias da gestação (entre 60 a 62 dias geralmente) ficamos monitorando a cadela sempre observando o seu comportamento para assim que começar o parto possamos ajudá-la a ter seus filhotes. Nessa fase ela irá fazer seu “ninho” utilizando panos, papelões, jornais ou caixas de parição para dar início ao parto. Esse ninho irá manter os filhotes quentes junto ao corpo dela, porque os filhotes nos primeiros dias de vida precisam do calor da mãe. A cadela e os filhotes deverão ficar em um local seguro, silencioso, confortável e sempre limpo.
É assim que fazemos aqui. Esperamos que tenha ajudado a vocês!